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Medicamentos contra toxoplasmose e adjuvantes

Última revisão: 02/02/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

5.5.2.3 Medicamentos contra toxoplasmose e adjuvantes

A maioria das infecções causadas por Toxoplasma gondii são autolimitadas, não requerendo tratamento. Exceções são comprometimento ocular e infecção em pacientes imunodeprimidos. Outro aspecto a considerar é o comprometimento encefálico em pacientes aidéticos. Não há consenso sobre a melhor estratégia de controle da toxoplasmose congênita. Não há estudos randomizados sobre tratamento de toxoplasmose em gestantes e recém-nascidos com toxoplasmose congênita. Atovaquona parece ser o medicamento mais promissor292. Afirma-se que o tratamento de toxoplasmose durante a gravidez reduz em 60% a chance de infecção do feto, mas revisão sistemática não identificou nenhum estudo comparativo útil para discernir se há eficácia do tratamento da toxoplasmose em gestantes293. A prevenção primária da infecção congênita consiste em detectá-la e preveni-la no feto, e a secundária objetiva reduzir a gravidade das seqüelas. Recém-nascidos com infecção devem ser tratados, mesmo que assintomáticos, pois séries de casos com controles históricos demonstraram redução de complicações. O impacto de medicamentos preventivos não está definido pela falta de evidências294. Associações de medicamentos mostram-se mais eficazes do que monoterapias. No entanto, há resultados controversos e muitos efeitos adversos, sugerindo que não sejam condutas efetivas. A decisão de tratar toxoplasmose ocular deve ser tomada pelo oftalmologista frente a sinais de gravidade, como diminuição de acuidade visual, lesões maculares ou peripapilares, entre outras. Lesões pequenas e periféricas podem não ser tratadas em pacientes imunocompetentes. Revisão sistemática não evidenciou a utilidade do tratamento rotineiro com antimicrobianos em retinocoroidite, recomendando a realização de ensaios clínicos randomizados295.

Clindamicina produz bons resultados em infecção com comprometimento ocular. Corticóides sistêmicos são associados quando há comprometimento de mácula, nervo óptico e banda papilomacular.

Espiramicina é medicamento restrito para tratamento de toxoplasmose no primeiro trimestre da gravidez para prevenir a transmissão ao feto. Espiramicina não ultrapassa eficazmente a placenta. Pequenas coortes compararam espiramicina isolada, pirimetamina mais sulfadiazina ou a combinação dos dois tratamentos versus não-tratamento. Em cinco estudos, o tratamento materno reduziu as taxas de infecção fetal em comparação a não-tratamento (P < 0.01). Nos outros quatro estudos, não houve redução significativa da infecção fetal. Não se demonstraram diferenças entre os tratamentos. Ambos demonstraram boa tolerabilidade e não se observaram efeitos teratogênicos296.

Folinato de cálcio é medicamento coadjuvante que corrige o risco de supressão da medula óssea.

Pirimetamina com sulfadiazina ou clindamicina mostra-se igualmente efetiva. Está contra-indicada nos três primeiros meses.

Sulfadiazina com pirimetamina constitui o tratamento padrão, acompanhada de ácido folínico. Cerca de 80% dos pacientes que toleram a associação têm evolução favorável. Em recém-nascidos utilizam-se pirimetamina e sulfadiazina acompanhadas de ácido folínico pelo período de um ano, havendo divergência quanto a doses. A sulfa acarreta risco de kernicterus no neonato e deve ser evitada no terceiro trimestre da gravidez.

 

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