Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

Vacinas e toxóides

Última revisão: 04/04/2010

Comentários de assinantes: 0

Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

7.2 Vacinas e toxóides372-374

Vacinas com agentes biológicos inativados ou vivos atenuados e toxinas microbianas modificadas (toxóides) representam a entrada de antígenos no organismo, capazes de ativar mecanismos imunológicos de proteção contra múltiplas doenças. Em sua maioria, destinam-se à prevenção de doenças infecciosas, mas existem vacinas direcionadas a evitar cânceres específicos e doenças auto-imunes. Vacinas não devem ser aplicadas na vigência de doença aguda. A proteção conferida por vacinas tem duração variada (meses a anos), mas nunca tão longa quanto a conferida pela infecção natural. As vacinas produzem poucas reações adversas (geralmente no local de aplicação), mas algumas determinam formas atenuadas da doença. Hipertermia temporária pode ocorrer em crianças, devendo ser tratada sintomaticamente com antitérmicos. Havendo história de reação anafilática a uma dose prévia, contra-indica-se a administração de doses subseqüentes das vacinas. Não se aplicam rotineiramente vacinas com vírus atenuados em gestantes. Em indivíduos imunodeprimidos (HIV/aids, em corticoterapia prolongada, quimioterapia antineoplásica ou radioterapia), as vacinas com vírus vivos devem ser adiadas, pelo risco de reduzida resposta protetora e infecção generalizada.

As vacinas para imunização na infância têm normas definidas nacionalmente, por meio de programa governamental específico. Permanece como inconstestável estratégia para controle primário de doenças evitáveis. Em revisão Cochrane,374 a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola associou-se a baixa incidência de infecções do trato respiratório superior, alta incidência de irritabilidade e similar incidência de outros efeitos adversos em comparação a placebo. Embora se considere o impacto da vacinação de massa na eliminação das doenças-alvo, há poucas e inadequadas evidências a respeito de sua segurança. O formulário contempla as monografias das vacinas que fazem parte do programa nacional de imunização.

Indivíduos adultos em alto risco de determinadas doenças também devem receber vacinas, tais como as seguintes: BCG, hepatite A, hepatite B, influenza, pneumococo e tétano. Os níveis de imunização em adultos são ainda inadequados375. Para algumas dessas vacinas se encontram evidências.

A administração de vacina contra hepatite B significativamente previne contra os eventos da hepatite B. A administração intramuscular no deltóide é mais eficaz do que a feita no glúteo ou aplicação por via intradérmica. Vacinação de reforço propicia maiores níveis de soroconversão anti-HBs e previne a infecção por mutantes em trabalhadores da saúde376. Em pacientes renais crônicos, revisão Cochrane377 de sete ensaios clínicos randomizados de pobre qualidade metodológica verificou que a vacina plasmática foi mais eficaz que placebo em induzir anticorpos contra hepatite B, mas similar a ele quanto a infecções pelos vírus da hepatite B. Não houve diferença estatisticamente significante entre a vacina plasmática e a recombinante na indução de anticorpos. Vacinação de reforço não foi mais eficaz que três inoculações da vacina recombinante para o desenvolvimento de anticorpos.

Vacinas contra influenza são eficazes em reduzir casos de influenza em indivíduos sadios, mas não de doenças similares, com modesto impacto em dias de trabalho perdidos. Não há evidência suficiente sobre seu impacto em complicações da doença378. Não há aumento de exacerbações de asma nos indivíduos vacinados, mas permanecem dúvidas sobre a proteção da vacina em crises de asma relacionadas à infecção viral379. Há limitado número de estudos sobre a redução de exacerbações agudas em pacientes com DPOC, as quais ocorrem 3 ou mais semanas após a vacinação. Observaram-se reações locais adversas, mas não exacerbações agudas respiratórias380.

A vacina antimeningococo A protege contra a meningite durante cinco anos após a vacinação em indivíduos com mais de cinco anos. As crianças entre um e cinco anos em países em desenvolvimento mostram proteção, mas o nível de eficácia nesta faixa etária não foi determinado, o mesmo ocorrendo na faixa de três meses a cinco anos em países desenvolvidos381.

Em recém-nascidos de mães que não possuem anticorpos circulantes contra Clostridium tetani, conferindo-lhes proteção passiva através da transferência placentária, tétano agudo e potencialmente fatal pode ocorrer. A aplicação do toxóide na mãe estimula a produção de antitoxina. Em revisão Cochrane de dois estudos,382 a administração do toxóide diminuiu a incidência de casos de infecção e mortalidade a ela relacionada.

 

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

O objetivo do site MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Esta reprodução permanecerá aberta para não assinantes indefinidamente.

Conecte-se

Feed

Sobre o MedicinaNET

O MedicinaNET é o maior portal médico em português. Reúne recursos indispensáveis e conteúdos de ponta contextualizados à realidade brasileira, sendo a melhor ferramenta de consulta para tomada de decisões rápidas e eficazes.

Medicinanet Informações de Medicina S/A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670, Sala 501
Porto Alegre, RS 90.040-340
Cnpj: 11.012.848/0001-57
(51) 3093-3131
info@medicinanet.com.br


MedicinaNET - Todos os direitos reservados.

Termos de Uso do Portal