Última revisão: 24/05/2010
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Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]
Série B. Textos Básicos de Saúde
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
Brasília / DF – 2008
13.4.1 Diuréticos
Após o estudo ALLHAT,198 o papel dos Diuréticos ficou assentado na terapia da hipertensão, pois, em comparação a anlodipino, lisinopril e doxazosina (braço do estudo precocemente abandonado), clortalidona mostrou melhor desempenho em desfechos como incidência de doença arterial coronariana fatal, infarto não-fatal, mortalidade por todas as causas, acidente cerebrovascular e eventos cardiovasculares em diferentes extratos de gênero, raça e em pacientes com e sem diabetes melito. Postula-se que sua particular eficácia na prevenção de acidente cerebrovascular possa dever-se a propriedades específicas. Pela soma das evidências reforça-se a idéia de que Diuréticos são a primeira escolha para o tratamento da hipertensão arterial105.
Espironolactona – antagonista de aldosterona e diurético poupador de potássio – pode ser associada a Diuréticos espoliadores de potássio para corrigir a perda desse íon, com a vantagem adicional de incrementar o efeito diurético pela correção do hiperaldosteronismo secundário induzido pelo uso crônico desses agentes. Em hipertensão refratária a tratamento, a administração de 25 mg/dia de espironolactona em adição a outros três anti-hipertensivos em média determinou queda significativa da pressão arterial199.
Hidroclorotiazida, em baixas doses, mostrou-se eficaz em prevenir tanto doença arterial coronariana quanto cerebrovascular. É o agente preferencial para iniciar a terapia da maioria dos hipertensos. Pode ser usado em monoterapia ou em associação com anti-hipertensivos de outras classes para evitar a pseudotolerância. A comparação entre hidroclorotiazida (25 mg/dia) e clortalidona (12,5 mg/dia) em hipertensos virgens de tratamento mostrou que clortalidona reduziu mais a pressão arterial sistólica, evidenciada por MAPA ambulatorial. Essa diferença não ficou evidente em medidas convencionais de pressão arterial em consultório200.
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