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V Risco de Doença Renal Crônica DRC

Última revisão: 01/04/2011

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Reproduzido de:

PREVENÇÃO CLÍNICA DE DOENÇA CARDIOVASCULAR, CEREBROVASCULAR E RENAL CRÔNICA – Cadernos de Atenção Básica n.º 14 [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Atenção à Saúde

Departamento de Atenção Básica

Série A. Normas e Manuais Técnicos

BRASÍLIA / DF – 2006

 

V. Risco de Doença Renal Crônica (DRC)

 

A doença renal crônica consiste em lesão, perda progressiva e irreversível da função dos rins. Os principais grupos de risco para o desenvolvimento desta patologia são diabete mellitus, hipertensão arterial e história familiar . Além destes, outros fatores estão relacionados à perda de função renal, como glomerulopatias, doença renal policística, doenças autoimunes, infecções sistêmicas, infecções urinárias de repetição, litíase urinária, uropatias obstrutivas e neoplasias.

Vale a pena ressaltar que independente do diagnóstico etiológico da DRC, a presença de dislipidemia, obesidade e tabagismo acelera a progressão da doença.

O diagnóstico da DRC baseia-se na identificação de grupos de risco, presença de alterações de sedimento urinário (microalbuminúria, proteinúria, hematúria e leucocitúria) e na redução da filtração glomerular avaliado pelo clearance de creatina.

Todo paciente pertencente ao chamado grupo de risco, mesmo que assintomático deve ser avaliado anualmente com exame de urina (fita reagente ou urina tipo 1), creatinina sérica e depuração estimada de creatinina e microalbuminúria. A microalbuminúria é especialmente útil em pacientes com diabetes, hipertensão e com história familiar de DRC sem proteinúria detectada no exame de urina.

O uso isolado da creatinina para avaliação da função renal não deve ser utilizado, pois somente alcançará valores acima do normal após perda de 50-60% da função renal.

Existem diferentes fórmulas que podem ser empregadas para estimar o clearance da creatinina (Clcr) a partir da creatinina sérica. A equação mais simplificada e conhecida é a Equação de Cockcroft-Gault:

 

Ccr ml/in = (140-idade) * peso * (0,85, se mulher)

72 * Cr sérica (mg/dl)

 

De acordo com o clearance de creatinina, os indivíduos podem ser classificados em 6 estágios, que orientarão medidas preventivas e encaminhamento para especialista (Quadro 4).

 

Quadro 4. Classificação estágio da DRC

Estágio

Função renal

Clcr (ml/min/1,73m2)

0

Grupo de risco: sem lesão renal função normal

> 90

1

Lesão renal (microalbuminúria, proteinúria), função preservada, com fatores de risco

> 90

2

Lesão renal com insuficiência renal leve

60-89

3

Lesão renal com insuficiência renal moderada

30-59

4

Lesão renal com insuficiência renal severa

15-29

5

Lesão renal com insuficiência renal terminal ou dialítica

< 15

 

AVALIAÇÃO DA PROGRESSÃO DA DOENÇA RENAL

A filtração glomerular, estimada pela depuração de creatinina, deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano nos pacientes de risco no estágio 0 e 1 e semestralmente no estágio 2 da DRC.

A avaliação trimestral é recomendada para todos os pacientes no estágio 3, para aqueles com declínio rápido da filtração glomerular (acima de 4 ml/min/1,73 m2/ano), nos casos onde houve intervenções para reduzir a progressão ou exposição a fatores de risco para perda da função aguda e quando se detecta fatores de risco para progressão mais rápida. As ações recomendadas para redução de risco estão descritas adiante.

Os pacientes nos estágios 4 e 5 apresentam um risco maior de deterioração da função renal e devem  OBRIGATORIAMENTE ser encaminhados ao nefrologista.

 

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