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Microadenoma hipofisário

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 11/02/2014

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Quadro clínico

Paciente do sexo feminino, com 45 anos, quadro de aumento de peso, aparecimento de estrias violáceas e diagnóstico recente de diabetes mellitus. Apresentava obesidade de padrão abdominal que levou à suspeita de Síndrome de Cushing. Os exames diagnosticaram cortisol urinário aumentado e teste de supressão com dexametasona 1m, com valores de cortisol sérico aumentados. O  ACTH estava aumentado; realizou RM de hipófise que revelou um pequeno microadenoma evidente na  lesão hipoatenuante, na região hipofisária.

 

 

 

Comentários

A Síndrome de Cushing representa constelação dos sinais e sintomas que ocorrem com a exposição prolongada a altos níveis de cortisol, sua etiologia principal é o uso de  corticoides e a maior causa endógena é a doença de Cushing, que consiste em tumor hipofisário produtor de ACTH.

Em até 90% dos casos de doença de Cushing, os tumores são microadenomas hipofisários (<10 mm de diâmetro). Em 10% dos pacientes ocorrem macroadenomas com invasão de estruturas, apesar de incomuns apresentam abordagem terapêutica complicada, pois a cirurgia curativa muitas vezes é impossibilitada devido à extensão da doença. A prevalência da doença de Cushing é oito vezes maior em mulheres do que em homens, e a maior parte dos casos ocorre na 3ª a 5ª décadas de vida, embora possa ocorrer desde criança.

A investigação tem como primeiro passo a confirmação diagnóstica do hipercortisolismo, que tem como os dois exames de escolha a dosagem de cortisol urinário de 24 horas e o teste de supressão com dexametasona 1 mg.

Após a confirmação do hipercortisolismo é necessária a determinação da sua etiologia. No caso apresentado, os níveis de ACTH aumentados sugerem causa ACTH dependente, o seu tratamento definitivo é através de hipofisectomia usualmente por via transesfenoidal.

 

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