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10 Fígado e Vias Biliares e Icterícia

Última revisão: 02/09/2009

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Reproduzido de:

Manual de Condutas Básicas na Doença Falciforme [Link Livre para o Documento Original]

Série A. Normas e Manuais Técnicos

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Atenção à Saúde

Departamento de Atenção Especializada

Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados

Brasília / DF – 2006

 

10 Fígado e Vias Biliares e Icterícia

A litíase biliar ocorre em 14% das crianças menores de 10 anos, em 30% dos adolescentes e em 75% dos adultos portadores de anemia falciforme. Esses percentuais são quase os mesmos para os pacientes com S beta talassemia. A freqüência pra a Hb SC é de 40% e para os S beta + talassemia é de 20%.

Os cálculos biliares são múltiplos e em 60% dos casos são radiopacos. Podem ser assintomáticos por muito tempo ou causar sintomas crônicos como empachamento, náuseas, vômitos e dor no quadrante superior direito.

As complicações mais comuns são a colecistite, obstrução do ducto biliar e, mais raramente, pancreatite aguda.

A retirada eletiva dos cálculos biliares assintomáticos, diagnosticados ao acaso, é um assunto controverso. A maioria dos especialistas não indica a cirurgia antes que os sintomas ocorram.

O paciente deve ser orientado a fazer dieta pobre em gorduras. Episódios de colecistite aguda devem ser tratados conservadoramente com antibióticos, manutenção do balanço hidroeletrolítico e cuidados gerais até que a crise regrida. A colecistectomia deverá então ser realizada.

O comprometimento agudo do fígado deve ser cuidadosamente avaliado. Pacientes com dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e febre podem estar acometidos de colecistite, hepatite viral, crise vaso-oclusiva hepática, obstrução do ducto biliar comum ou hepatoxicidade induzida por drogas.

Em crianças e adultos, o fígado pode ser sítio de seqüestração de hemácias durante crises vaso-oclusivas, com icterícia e hepatomegalia, com queda do Ht e Hb. Raramente há evolução para insuficiência hepática na doença hepática aguda.

Em pacientes cronicamente transfundidos, o aumento do volume e fibrose do fígado são resultados da hemosiderose. A doença hepática pode evoluir para cirrose.

A avaliação hepática e biliar deve ser feita periodicamente por meio de exames laboratoriais e de imagens (RX e ultrassonografia) e o paciente encaminhado para serviços especializados.

A menor sobrevida dos glóbulos vermelhos na doença falciforme aumenta os níveis séricos de bilirrubina, às custas de bilirrubina indireta, sendo freqüente a presença de icterícia. Esta pode às vezes se exacerbar em situações de aumento da taxa de hemólise, o que pode ser confirmado laboratorialmente pela diminuição dos níveis de hemoglobina e aumento nos números de reticulócitos. Deve-se estar alerta para a possibilidade da presença de deficiência de G6PD, comum em pacientes portadores de doença falciforme.

Do ponto de vista terapêutico, não existem recursos práticos para a diminuição da icterícia em pacientes que cursam com esta alteração. Alguns pacientes melhoram com adequada hidratação oral ou parenteral.

Como a icterícia pode ser um sinal de infecção num paciente com doença falciforme, uma investigação minuciosa da causa desencadeante é necessária nos casos de exacerbação do processo.

 

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