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Medicamentos Utilizados no Tratamento da Gota

Última revisão: 04/01/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

3.4 Medicamentos Utilizados no Tratamento da Gota

 

A crise aguda de gota resulta da reação inflamatória induzida por depósitos de cristais de urato de sódio em uma articulação de indivíduos com hiperuricemia. Para reduzir intensidade e duração da dor e perda de função, têm sido preconizados colchicina, antiinflamatórios esteróides e não-esteróides (AINE). Revisão do Clinical Evidence129 propõe que são desconhecidos os reais benefícios dessas intervenções na gota aguda. Embora muito utilizados, a eficácia dos AINE em reduzir dor e inflamação na crise não está definida, e eles se associam a riscos gastrintestinais aumentados. Também se desconhece se administração intra-articular ou oral de corticosteróides melhora os sintomas da gota aguda. Embora amplamente usada por muitos anos, não se definiu se colchicina oral melhora os sintomas agudos de gota. Seu emprego é limitado pela alta incidência de efeitos adversos. Revisão Cochrane130 de um ensaio clínico, colchicina foi comparada a placebo em pacientes com crise de gota, mostrando 34% de redução de dor (NNT = 3) e 30% de redução de sinais inflamatórios articulares (NNT = 2). Todos os participantes em uso do fármaco apresentaram diarréia e vômitos (NND = 1). Pela eficácia marginal e a alta incidência de efeitos adversos, colchicina vem sendo abandonada, em detrimento dos AINE. Embora não haja estudos comparativos, AINE são mais bem tolerados e têm efeitos terapêuticos mais previsíveis que colchicina. Todos os representantes dos AINE têm eficácia similar. Em pacientes com contra-indicações a AINE, corticosteróides intra-articulares e sistêmicos podem ser administrados. Para prevenir a recorrência das crises em um ano e a gravidade das crises, foram propostos tratamentos por seis meses com alopurinol ou sulfimpirazona, cuja eficácia também não foi determinada. Também se desconhece se colchicina poderia evitar novas crises, mas pode reduzir o risco de uma crise em pessoa que inicia o tratamento com alopurinol129. Também não se definiu a eficácia de medidas não-medicamentosas, como redução de peso e da ingestão de álcool e produtos dietéticos com purina para prevenir novos ataques129.

Alopurinol interfere nos passos terminais da biossíntese do ácido úrico, por inibição da xantina oxidase. É especialmente usado quando há disfunção renal ou cálculos de urato em que agentes uricosúricos não podem ser empregados. Só é administrado fora dos ataques agudos. As manifestações agudas são tratadas com analgésicos. O tratamento é continuado indefinidamente. Se em seu início ocorrer precipitação de nova crise de gota, não precisa ser suspenso. Não está indicado em hiperuricemia assintomática. Alopurinol continua a ser a terapia mais eficaz em reduzir a uricemia.

Ibuprofeno foi o AINE escolhido por apresentar melhor perfil de efeitos adversos, sobretudo gastrintestinais.

 

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