Última revisão: 07/04/2010
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Reproduzido de:
Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]
Série B. Textos Básicos de Saúde
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
Brasília / DF – 2008
Caroline Batista Franco Ribeiro
Na Rename 2006: itens 11 e 14.1
• Comprimido de 40 mg de Fe++.
• Solução oral 25 mg de Fe++/mL.
• Profilaxia em estados de deficiência de ferro (em situações de aumento da demanda, como gravidez, lactação, fases de crescimento rápido, recém-nascidos com baixo peso e lactentes alimentados com fórmulas lácteas).
• Tratamento de anemia ferropriva (conseqüente a sangramentos agudos ou crônicos em hipermenorréia, metrorragia, hematúria, hemoglobinúria, hemossiderose, hemoptise, epistaxes recorrentes, traumatismos e sangramento secundário a esofagite de refluxo, úlcera péptica, gastrite, neoplasias e parasitoses).
• Tratamento de anemia ferropriva (devida à má-absorção que ocorre em doença celíaca, gastrectomia, anemia perniciosa com atrofia gástrica, doença inflamatória crônica e, menos freqüentemente, por déficit dietético).
• Hemossiderose, hemocromatose, hemoglobinopatias.
• Anemias não associadas à deficiência de ferro.
• Pacientes submetidos a repetidas transfusões sangüíneas.
• Ferroterapia parenteral.
• Hipersensibilidade ao ferro.
• Sobrecarga de ferro no organismo.
• Porfiria cutânea tardia.
• Não deve ser administrado por mais de seis meses.
• Cautela em pacientes com úlcera péptica, enterite regional, colite ulcerativa, estreitamento intestinal, divertiIculose.
• Redução da função hepática, insuficiência renal crônica, doença de Hodgkin, artrite reumatóide e alcoolismo são condições que levam a acúmulo de ferro.
• Sulfato Ferroso pode causar resultados falso-negativos em testes com glicose oxidase.
• Monitorizar concentrações plasmáticas de ferritina e ferro para reconhecer e prevenir a hemossiderose.
• Sobredosagem de ferro em crianças é mais comum do que em adultos, usualmente acidental e podendo causar efeitos tóxicos.
• Idosos podem requerer doses orais maiores de ferro para corrigir anemia.
• 200 mg (equivalente a 40 mg de ferro elementar), uma ou duas vezes ao dia.
• 25 mg/dia são eficazes na prevenção da deficiência de ferro em 80-90% das gestantes.
• 180 mg/dia de ferro elementar, por via oral, divididos em 3 a 4 tomadas diárias.
• Após serem atingidos os níveis normais de hemoglobina, o tratamento deve ser continuado por mais 3 meses para repor o estoque de ferro do organismo.
• Iniciar com dose oral de pelo menos 200 mg de ferro elementar por dia, divididos em duas ou três doses.
• Se não forem atingidos níveis de saturação de transferrina (pelo menos 20%) e valores apropriados de ferritina sérica (pelo menos 100 nanogramas/mL), hemoglobina (11 a 12 g/dL) e hematócrito (33 a 36%), recomenda-se administração de ferro intravenoso.
• 25 mg/dia são eficazes na prevenção da deficiência de ferro em 80-90% das gestantes.
• 50-60 mg de ferro elementar, por via oral, 1-2 vezes por semana, durante 12 semanas.
• Maiores de 5 anos: 2 mg/kg/dia de ferro elementar (máximo de 30 mg), por via oral.
• Menores de 5 anos: 30 mg/dia de ferro elementar, por via oral.
• Prematuros: dose inicial, 2 mg/kg/dia de ferro elementar (máximo de 15 mg), por via oral, divididos em 1-3 doses. Após, 1 mg/kg/dia.
• Lactentes: 1-2 mg/kg/dia de ferro elementar (máximo de 15 mg), por via oral, divididos em 1-3 doses.
• Prematuros: 2-4 mg/kg/dia de ferro elementar (máximo de 15 mg), por via oral, divididos em 3 doses.
• Lactentes e crianças: 3-6 mg/kg/dia de ferro elementar, por via oral, divididos em 1-3 doses.
• A suplementação de ferro também pode ser requerida para produzir resposta ótima à eritropoietina em crianças deficientes de ferro com insuficiência renal crônica ou em crianças prematuras.
• Sais ferrosos são melhor absorvidos do que sais férricos.
• O ferro é irregularmente e incompletamente absorvido no trato gastrintestinal; a secreção ácida do estômago auxilia a absorção; a porcentagem de absorção é afetada por forma do sal, quantidade administrada, esquema de administração, tamanho do estoque de ferro do organismo e estado de deficiência de ferro (a absorção chega a 25%).
• Apesar de as preparações de ferro serem mais bem absorvidas no estômago vazio, podem ser administradas após as refeições para reduzir efeitos adversos gastrintestinais.
• Estimuladores da absorção de ferro não-heme presentes na dieta são: carnes e outros tecidos animais (proteínas contendo cisteína) e ácido ascórbico (vitamina C).
• Inibidores da absorção de ferro não-heme presentes na dieta são: ácido fítico (grãos não refinados e soja), polifenóis (chá, café, cacau, vinho tinto), cálcio, fósforo e certas proteínas (de soja, albumina de ovo e caseína).
• A ingestão de ferro à noite aumenta sua absorção.
• Absorção oral de ferro é pobre em pacientes em diálise peritoneal contínua.
• Latência: resposta hematológica aparece em 2 semanas, aumentando a produção de hemoglobina em torno de 2 g/dL nas primeiras 3 semanas de tratamento.
• Tempo para o pico de concentração plasmática (via oral): 2 horas.
• O ferro é estocado como ferritina ou hemossiderina, primariamente em hepatócitos e no sistema retículo endotelial, com algum armazenamento no músculo.
• Meia-vida: 6 horas.
• Apenas quantidade muito pequena de ferro é excretada; a conservação do ferro corporal e a falta de um mecanismo excretor para o excesso de ferro são as causas para a sobrecarga corporal do mineral quando há dose excessiva na terapia ou repetidas transfusões sangüíneas.
• Constipação (principalmente em idosos), fezes escuras, náusea (freqüente).
• Diarréia, dor epigástrica, irritação gastrintestinal, pirose.
• Hemossiderose (em terapia prolongada ou administração excessiva).
• Soluções orais podem causar manchas nos dentes.
• Nota: Se ocorrerem efeitos adversos, estes podem ser diminuídos por meio de redução da dose, substituição por outro sal de ferro com menor conteúdo de ferro elementar, aumento gradual da dose diária e administração do medicamento com alimento.
• Ferro reduz efeitos de: zinco, micofenolato de mofetila, levodopa, metildopa, fluorquinolonas, penicilamina, doxiciclina, minociclina e tetraciclina.
• Uso concomitante de omeprazol e ferro pode reduzir a biodisponibilidade do ferro não-heme.
• Uso concomitante de levotiroxina e ferro pode resultar em hipotiroidismo.
• A ingestão concomitante de derivados do leite, assim como de sais de cálcio e de magnésio, diminui a biodisponibilidade do ferro.
• Ácido ascórbico aumenta a absorção de ferro.
• Antiácidos e alimentos que contêm ácido fítico diminuem a absorção de ferro.
• Estimular a adoção na dieta de carne vermelha magra, frango, peru e peixe.
• Reforçar cuidados em situações de hemocromatose, hemossiderose, hemoglobinopatias, outras condições anêmicas, repetidas transfusões sangüíneas, úlcera péptica, colite ulcerativa, entre outros.
• Orientar para ingerir o Sulfato Ferroso com estômago vazio, 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições para aumentar a absorção do ferro.
• Orientar para a preferência da ingestão após as refeições se houver necessidade de reduzir efeitos adversos gastrintestinais.
• Orientar para ingerir com 250 mL de água ou suco de fruta ou com 120 mL para crianças.
• Ensinar que as preparações líquidas contendo sais de ferro devem ser bem diluídas em água e, se possível, tomadas através de um canudinho para prevenir manchas nos dentes.
• Alertar que o Sulfato Ferroso não deve ser administrado por mais de 6 meses.
• Alertar para notificar se surgirem efeitos tóxicos ou suspeita de envenenamento.
• Alertar sobre a possível ocorrência de escurecimento das fezes.
• Solução oral e comprimido: manter à temperatura ambiente, de 15 a 30°C, em um recipiente bem fechado. Não congelar a solução.
• Incompatibilidades: dopamina, ácido fólico (formação de precipitado), morfina, fentolamina, plicamicina, polimixina B, prometazina (os íons de ferro aceleram a degradação de prometazina) e tiamina.
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