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Medicamentos Antiarrítmicos

Última revisão: 17/09/2015

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2010

 

13.2  Medicamentos antiarrítmicos

 

Marcus Tolentino Silva

 

Compreendem um grupo diverso de medicamentos que afetam a condução de impulsos elétricos no coração. A maioria deles, como os betabloqueadores (propranolol e metoprolol) e a lidocaína, tem aplicações importantes associadas a sua propriedade antiarrítmica, ampliando seu espectro de aplicações clínicas. Considerando a atividade eletrofisiológica, na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais encontram-se as seguintes classes de antiarrítmicos: classe Ib (lidocaína); classe Ic (propafenona); classe II (betabloqueadores); classe III (amiodarona); e classe IV (verapamil). A classe I inclui os medicamentos que interferem com a despolarização, sendo divididos conforme suas características adicionais. A classe Ib diminui a fase de repolarização e o intervalo QT, e aumenta o limite de fibrilação. A classe Ic prolonga os intervalos PR e QRS. A classe II reduz a frequência e contratilidade cardíacas, assim como diminui a condução de impulsos no sistema condutor cardíaco. A classe III diminui a fase de repolarização e prolonga a duração da ação potencial e o intervalo QT, pelo bloqueio dos canais de potássio. A classe IV inclui os bloqueadores dos canais de cálcio que afetam as células marca-passo em que o fluxo de entrada desse íon é relativamente mais importante.

O efeito eletrofisiológico dos antiarrítmicos pode não estar relacionado à sua efetividade no tratamento de determinado tipo de arritmia em um paciente particular. Por isso, sugere-se a classificação com base no tecido cardíaco de ação do medicamento. Os fármacos que atuam no nodo sino-atrial incluem betabloqueadores e antiarrítmicos da classe IV. Os fármacos que atuam nos ventrículos incluem os antiarrítmicos da classe I e III. Os fármacos que atuam na arritmia atrial incluem os antiarrítmicos da classe Ic, da classe III e os betabloqueadores; os que atuam em alvos periféricos incluem os antiarrítmicos da classe III; e aqueles que atuam no nodo átrio-ventricular incluem antiarrítmicos da classe Ic, da classe IV e os betabloqueadores.

Amiodarona é fármaco com propriedades antiarrítmicas de classe III. É usada no controle da arritmia ventricular e supraventricular, assim como aquela relacionada à síndrome de Wolff-Parkinson-White. Meta-análise revela que o seu uso na insuficiência cardíaca está associado à redução de 20% a 25% da mortalidade. Entretanto, o fármaco também foi associado a um aumento de 120% a 124% de reações adversas (hipotensão e bradicardia) (ver monografia, página 510).

Lidocaína é antiarrítmico de classe Ib usado no tratamento da arritmia ventricular, principalmente depois de enfarte do miocárdio. Provas revelam que a lidocaína reduz a fibrilação ventricular e pode aumentar a mortalidade. Por causa disso, o uso profilático no enfarte agudo do miocárdio não é recomendado. Nos casos de taquicardia ventricular, a amiodarona propiciou maior sobrevida até o atendimento no hospital em comparação a lidocaína (ver monografia, página 565).

Metoprolol é betabloqueador cardiosseletivo, usado no manejo da hipertensão, angina, arritmia cardíaca, enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca. Provas revelam que o medicamento é efetivo no controle da frequência ventricular no descanso e no exercício, assim como dos benefícios em potência de sua associação à digoxina (ver monografia, página 953).

Propafenona é antiarrítmico de classe Ic com alguma atividade inotrópica negativa e de bloqueio de beta-adrenoceptor. É usado no manejo da arritmia supraventricular e ventricular. Revisão sistemática de boa qualidade metodológica revela que é eficaz e seguro na redução da recorrência de fibrilação atrial (ver monografia, página 592).

Propranolol é betabloqueador não-cardiosseletivo, usado no manejo da hipertensão, angina, enfarte do miocárdio e arritmia cardíaca. Provas sugerem sua aplicação na prevenção da fibrilação atrial após ponte de artéria coronária, quando associado a amiodarona e no tratamento sintomático da síndrome da taquicardia postural ortostática  (ver monografia, página 594).

Verapamil é fenilalquilamina bloqueadora de canal de cálcio e antiarrítmico de classe IV, usado no controle da arritmia supraventricular e no manejo da angina e hipertensão. Prova advinda de revisão sistemática revela que verapamil é efetivo no tratamento da arritmia supraventricular, apesar do risco de hipotensão  (ver monografia, página 607).

 

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