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Acetato de Medroxiprogesterona

Última revisão: 06/12/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

Acetato de Medroxiprogesterona

 

Karen Luise Lang

 

Na Rename 2006: itens 17.4.2 e 17.4.5

 

APRESENTAÇÕES

      Comprimidos de 2,5 e 10 mg.

      Solução injetável de 150 mg/mL.

 

INDICAÇÕES1,2,4,5

      Contracepção (injeção trimestral).

      Distúrbios vasomotores da menopausa.

      Endometriose.

      Hemorragias uterinas.

      Amenorréia secundária.

 

CONTRA-INDICAÇÕES1,4-6

      Tumores malignos de mama ou em órgãos genitais.

      Hipersensibilidade ao Acetato de Medroxiprogesterona ou a qualquer componente da formulação.

      Disfunções hepáticas.

      Porfiria.

      Tromboembolismo.

      Hemorragias geniturinárias não diagnosticadas.

      Histórico de abortos espontâneos.

      Categoria de risco na gravidez (FDA): X (ver Apêndice A).

 

PRECAUÇÕES1,4,5

      Cautela em pacientes com perda de densidade óssea, retenção de fluidos orgânicos, depressão, convulsões, diabetes, hiperlipidemias, histórico de desenvolvimento de tumores de mama, desordens oftálmicas.

      Sinais e sintomas do climatério podem ser mascarados.

      Evitar terapia prolongada com progestógenos.

      Usar com cautela em pacientes com hepatopatia e nefropatia (ver Apêndice D).

 

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO1,2,5

Adultas

Contracepção

      150 mg, por via intramuscular, nos 7 primeiros dias do ciclo, repetidos a cada 3 meses.

      Após o parto, a administração deve ser realizada no 5º dia posterior ao nascimento ou, em caso de amamentação, após 6 semanas.

 

Endometriose

      10 mg, três vezes ao dia, durante 90 dias, iniciando no primeiro dia do ciclo.

 

Hemorragias Uterinas e Amenorréia Secundária

      2,5 a 10 mg, durante 5 a 10 dias, iniciando entre o 16º e o 21º dia do ciclo. Repetir por dois ciclos em hemorragias uterinas não funcionais e por três ciclos em amenorréia secundária.

 

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES4-6

      Pico de concentração plasmática: 2 a 4 horas, por via oral; aproximadamente 3 semanas, por via intramuscular.

      Metabolização: preponderantemente hepática.

      Eliminação: preponderantemente renal.

      Meia-vida: 12 a 17 horas (oral) ou 50 dias (intramuscular).

 

EFEITOS ADVERSOS1,4,5

      Mais freqüentes: amenorréia, diminuição da massa óssea, maior retardo na volta da fertilidade (forma de depósito).

      Menos freqüentes: trombose venosa profunda, embolia pulmonar, icterícia, anafilaxia, osteoporose, galactorréia, síndrome de Cushing.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS1,2,5

      Fenitoína, carbamazepina, topiramato, fenobarbital, felbamato, rifampicina e griseofulvina podem induzir a metabolização da medroxiprogesterona administrada por via oral.

      Nevirapina, amprenavir, nelfinavir e ritonavir podem induzir a metabolização da medroxiprogesterona administrada oralmente.

      Alprazolam e ciclosporina podem ter seu risco de toxicidade aumentado pela inibição da metabolização hepática.

      Insulina, glibenclamida, metformina e demais agentes hipoglicemiantes podem ser antagonizados pela medroxiprogesterona.

      Varfarina pode ter seu efeito alterado, com redução ou aumento da eficácia anticoagulante. Deve-se evitar a administração simultânea.

      Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) pode induzir a metabolização da medroxiprogesterona, com conseqüente redução da concentração plasmática e comprometimento da eficácia. Deve-se evitar a administração simultânea.

      Bosentana pode reduzir a eficácia contraceptiva. Deve-se orientar para a utilização de método contraceptivo adicional durante o tratamento.

 

ORIENTAÇÕES ÀS PACIENTES1,4,5

      Em caso de esquecimento de uma dose oral, esta deve ser ingerida assim que possível, desde que o horário da dose seguinte não esteja próximo. Cuidado para não duplicar a dose.

      Caso o intervalo entre as aplicações da forma injetável ultrapasse 3 meses e 14 dias, a hipótese de gravidez deve ser excluída antes de efetuar a próxima administração, e um método de contracepção alternativo deverá ser utilizado durante os 7 dias posteriores.

      As pacientes devem ser alertadas antes do início do tratamento sobre possíveis irregularidades menstruais e um potencial atraso no retorno da fertilidade após a suspensão do uso do medicamento.

 

ASPECTOS FARMACÊUTICOS5

      Deve-se manter ao abrigo de ar e luz e à temperatura ambiente, de 15 a 30°C.

 

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