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Importância do rastreamento pré-natal universal para estreptococos do grupo B

Autor:

Tatiana Pfiffer Favero

Médica Assistente e Pós-graduanda do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Charité-Universitätsmedizin Berlin, Alemanha.

Última revisão: 19/09/2012

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Especialidades: Ginecologia / Obstetrícia / Pediatria

 

Resumo

Este estudo objetivou avaliar os resultados perinatais obtidos a partir da implementação do rastreamento antenatal universal de estreptococos do grupo B (EGB) nos EUA.

 

Contexto clínico

Nos EUA, a infecção neonatal por estreptococos do grupo B surgiu na década de 1970 como a causa de morte mais prevalente na primeira semana de vida.

Estudos desenvolvidos na década de 1980 demonstraram que a doença causada por esta bactéria poderia ser prevenida graças à administração de antibióticos às mulheres colonizadas durante o trabalho de parto. Na década de 1990, foram desenvolvidas estratégias de rastreamento que possibilitaram identificar as grávidas de maior risco e que, consequentemente, deveriam receber o tratamento. Esse programa possibilitou uma redução de cerca de 65% dos casos de doença neonatal por estreptococos do grupo B (EGB). A partir de 2002, o Center for Disease Control and Prevention (CDC) reconheceu o rastreamento pré-natal do EGB como prática obstétrica recomendável para toda gestante. No entanto, esse programa constitui um verdadeiro desafio para os sistemas de saúde, principalmente porque a coleta do material deve ser tríplice (uretral, vaginal e retal) e ser realizada entre a 35ª e a 37ª semana de gestação; além disso, os resultados precisam estar disponíveis no momento do parto.

O presente estudo objetivou avaliar os resultados práticos do programa de rastreamento e quimioprofilaxia desde a sua implementação oficial nos EUA em 2002.

 

O estudo

Trata-se de um estudo retrospectivo e multicêntrico realizado em diversos estados norte-americanos que identificaram e compararam 254 recém-nascidos com infecção por EGB e 7.437 crianças não infectadas em dois momentos históricos diferentes (1998-1999 e 2003-2004). A taxa de rastreamento antenatal aumentou de 48% para 85% nos respectivos períodos citados, enquanto o número de gestantes que receberam quimioprofilaxia também subiu de 26% para 31% nas duas séries históricas. A incidência geral de doença neonatal pelo EGB foi de somente 0,32 casos para 1.000 nascidos-vivos. Apesar de a grande maioria dos casos (75%) ocorrer em crianças de termo, o risco foi 3 vezes maior para recém-nascidos (RN) prematuros. Apenas em 13% dos RN infectados não foi possível realizar o rastreamento nas respectivas grávidas. Interessantemente, 62% dos RN infectados pelo EGB nasceram de mulheres com teste antenatal negativo para a bactéria.

 

Aplicações para a prática clínica

O presente estudo reforça a importância crucial do rastreamento pré-natal universal do EGB entre a 35ª e a 37ª semana de gravidez na prevenção desta infecção e, consequentemente, na mortalidade neonatal.

 

Bibliografia

1    Van Dyke MK, Phares CR, Lynfield R, Thomas AR, Arnold KE, Craig AS. et al. Evaluation of Universal Antenatal Screening for Group B Streptococcus. N Engl J Med 2009;360:2626-36. [link para o artigo] (Fator de Impacto: 53,484).

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